segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A síndrome de Peter Pan


Uma frenética necessidade de se sentir sempre jovem

Contos de fadas sempre fizeram parte do imaginário coletivo, mas nunca estiveram tão presente no dia a dia das pessoas.
Homens e mulheres de todos os lugares do mundo deparam-se com a chamada síndrome de Peter Pan, ou seja, um desejo quase que compulsivo de sentir e parecer sempre jovem. De fato, algumas pessoas não amadurecem, e apresentam um sério conflito entre as idades cronológica, biológica e psicológica. A saber, a idade cronológica é aquela que o calendário nos impinge. Para reconhecê-la, basta perguntar a si mesmo: Quantos anos eu tenho? A idade biológica é aquela que aparentamos ter, isto é, a idade que nosso corpo demonstra fisiologicamente. O quanto nossas células sofreram a influência do tempo. É aqui que a síndrome de Peter Pan começa a manifestar-se, pois cada vez mais, homens e mulheres cronologicamente maduros tentam parecer mais jovens. Finalmente, a idade psicológica, ou seja, a idade mental do indivíduo.
        Prá começar: Quem é Peter Pan? O personagem é um rapaz que se recusa a crescer e passa a vida em torno de aventuras dos mais diversos tipos... A temática da história gira em torno do não crescimento de Peter, numa verdadeira apologia a manutenção perene da infância.
        Não demorou para os psiquiatras nomearam um distúrbio psicológico que acomete pessoas maduras de SÍNDROME DE PETER PAN. O termo começou a ser adotado pelos especialistas para descrever um adulto que receia a maturidade e se recusa a agir conforme sua idade cronológica. Quem vive a síndrome, foge a qualquer adversidade, não tem capacidade de adaptação, dificuldade nos relacionamentos, normalmente não cria vínculos duradouros com ninguém, afinal, responsabilidade não é sua praia.
        De acordo com o psicólogo americano Dan Kiley, autor do Best seller “A síndrome de Peter Pan”, o problema surge quando a pessoa se recusa a crescer depois de um tempo e vive num mundo de conto de fadas, como se fosse uma eterna criança, fugindo de responsabilidades, querendo ser mais jovem do que realmente é... Curtir a vida e viver numa boa é seu lema!
        E cada vez mais a síndrome está na moda. Basta olharmos para o lado e vamos nos deparar com pessoas “maduras” que agem e se vestem como adolescentes... Mas muito pior do que isto, escondem suas idades a sete chaves, não engrenam em suas carreiras, e só dão importância à estética.
        Segundo a psicóloga Esther Villa, existe uma grande falta de maturidade nessa turma que insiste em viver na “Terra do Nunca”. São pessoas que apresentam desequilíbrio emocional e não aceitam as evidências do tempo.
Mas será que este distúrbio afeta mais homens ou mulheres? Segundo os especialistas, na maioria dos casos, a síndrome afeta mais o universo masculino, mas é cada vez mais comum observarmos mulheres que, em função de uma vaidade exacerbada, são também influenciadas por este mal. De fato, a mulher não quer envelhecer. Não aceita aparentar a idade que tem e vive seus dias num culto ao corpo sem fim.
        Fica o alerta: Podemos retardar o envelhecimento. Atualmente, a medicina estética oferece inúmeros recursos para tal. Contudo, não podemos fugir dele. É inevitável.
        Mas onde começa a fertilização dessa síndrome? Existem vários fatores que influenciam o surgimento dos sintomas. Porém, muito cuidado pais super-protetores. O excesso de proteção aos filhos pode formar adultos dependentes, inseguros, e que se recusam a amadurecer. Ou seja, pais excessivamente zelosos podem estar criando futuras vítimas da síndrome de Peter Pan.
        A natureza é cíclica e passageira. Tudo o que há no universo nasce, cresce, amadurece e morre. Este é o ciclo natural das coisas. Lutar contra isto, é tentar romper o fluxo, e quando tentamos romper o fluxo, podemos até conseguir resultados momentâneos interessantes, porém os efeitos colaterais serão devastadores.
        Pense sobre isto!




terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

HPT - Muito mais do que um treinamento

A maior carência humana




Você já parou para questionar sobre quanto do seu tempo dedicou nas últimas 24 horas àqueles que ama? E na última semana? No último mês? Ou talvez ano? Perceba caro leitor, com certeza você dispõe de um espaço considerável do seu coração para essas “criaturas especiais”. A pergunta é: Por que, apesar de amá-los, tão pouco é demonstrado?
Nos últimos 15 anos de minha existência, tenho dedicado muito do meu tempo para observar, estudar e pesquisar sobre o comportamento humano em todas as suas facetas. E uma das questões humanas que mais me intriga é o fato de que mesmo pessoas que declaram AMAR VERDADEIRAMENTE seus entes queridos, via de regra pouco demonstram, ouvem, entregam afeto para esses seres amados. E porque isto se repete com tanta freqüência em inúmeras famílias e relações? A resposta é complexa e fascinante ao mesmo tempo, se não vejamos.
Um dos elementos que mais atuam como justificativa para as pessoas cercearem quem amam de suas respectivas atenções é o TEMPO, ou melhor, a falta dele. Normalmente, quando questionados sobre porque acham que fazem tão pouco em demonstrações de afeto e carinho por aqueles que amam, homens e mulheres, de todas as idades, credos, classes sociais, etnias, religiões, atribuem culpa ao fato de que na vida moderna não há tempo para mais nada. Contudo, esquecem-se que tempo é um modelo totalmente subjetivo, inventado pelo próprio homem para compreender sua localização no universo. Para natureza, tempo não existe. Além do mais, na percepção humana, sempre arranjamos tempo para aquilo que colocamos como prioridade em nossas vidas. Portanto, essa não é uma desculpa válida. Na verdade, subjacente ao fator tempo, existe outro, talvez mais verdadeiro, que chamo de: “Sucumbência à rotina”. O que isto significa? As pessoas, como mamíferos que são, tratam-se de criaturas emocionais, ou seja, animais que têm sentimentos. Evidentemente que todos gostamos de receber afeto, atenção, carinho, contudo, quando o assunto é distribuí-los aos outros, nos deixamos levar pela acomodação do dia-a-dia, acreditando piamente que podemos deixar pra depois. Todos sabemos que a mais contundente das leis da natureza é: “primeiro dar, para depois receber”, porém apenas esperamos receber sem tomarmos as devidas iniciativas para dar. E porque isto ocorre? Resposta: sucumbinos à rotina, nos acomodamos... E quando estes fenômenos surgem num relacionamento, aos poucos a relação vai necrosando até chegar ao ponto da morte inevitável. Durante esta jornada uma série de fenômenos ocorrem: brigas e discussões, cobranças excessivas e, o pior deles, a indiferença. Nos esquecemos que o sentimento é como uma frágil e delicada flor. Somente sobreviverá se for regada todos os dias com carinho e atenção. Todavia, regar a flor dos sentimentos que acalentamos por nossos semelhantes exige iniciativa, atitude diferenciada, rompimento com os “status quo”. E somente pessoas verdadeiramente ousadas conseguem essa façanha.

“Cada homem deve decidir se deseja caminhar na luz do altruísmo criativo ou na escuridão do egoísmo destrutivo. A mais urgente e persistente questão da vida é: O que você está fazendo pelos outros?”
Martin Luther King Jr.

Então, a questão definitiva é: O que você tem feito pelos outros? E quando digo outros, estou me referindo especialmente a aqueles que você diz AMAR... Esposa, marido, filhos, irmãos, pais, etc.